16.5.07

Era uma vez uma menina.
Uma menina do Rio.

Essa menina do Rio pensava em crescer, sair de casa... tocar a vida dela.

Às vezes, a família dessa menina do Rio comentavam sobre 'casamento'. E pronto... a menina do Rio se transformava na menina mais mau-humorada do Mundo.
E essa menina mais mau-humorada do Mundo fazia questão de deixar claro para todos que o assunto 'casamento' era algo odiado e o motivo da transformação.
Pq ela queria morar sozinha e pensar nessa coisa de casar nào tinha nada a ver com o que ela queria.



Aí um paulistinha sem vergonha, metido a besta, conheceu a menina do Rio.
(Desconhecendo a menina mais mau-humorada do Mundo).
Foram convivendo, se aproximando, se misturando... de tal modo que ninguém mais sabia o que era um e o que era outro.

Foi inevitável.
Na família da menina do Rio voltaram a comentar o assunto 'casamento'... e a transformação ocorreu, como previsto.
(O paulistinha não se incomodava com esse assunto, ao contrário, achava legal a idéia de se casar com aquela menina do Rio)
Mas é claro que o paulistinha achou aquilo muito estranho!
Nunca tinha presenciado tamanha transformação... e olha que ele já tinha visto até a Monga no circo!
Ficou surpreso... mas ele amava tanto ela que tentava mudar o assunto, acalmar as coisas... pra menina do Rio voltar.

E aí o tempo foi passando.
O assunto sempre foi rondando.
E a menina mais mau-humorada do Mundo foi desaparecendo... desaparecendo... desaparecendo...
A menina do Rio começou a se interessar pelo assunto, à comprar revistas, à ver sites.... tudo aquilo que fazia a menina mais mau-humorada do mundo surgir e mostrar que estava instatisfeita com o assunto.

As revistas foram se multiplicando, as conversas sobre casamento, os sites, as conversas, as revistas, os detalhes, as opções, os modos.... tudo se multiplicando!
Foi crescendo, crescendo, crescendo...

O paulistinha estava estranhando.
Chegou a ficar meio temeroso... onde aquilo tudo ia parar?
Será que ele teria que sair de casa para poder comportar todas aquelas revistas?

Era fato. Não tinha mais volta.
A menina do Rio já tinha virado menina noiva do Rio.

Mas ele não se incomodava com isso.
Pq ela ainda era a menina do Rio dele.
E ele já tinha virado o paulistinha noivo.

Já tinham assuntos em comum,
troca de opiniões, conversas sobre o assunto...
E ele tentou (e continua tentando) fazer de tudo pra corresponder às expectativas dela sem se esquecer do desejos e sonhos dele.

Mas (sempre tem um mas) erros acontecem!
E errar com a menina noiva do Rio não era uma coisa boa... pq ela se transforma na menina noiva frenética meu-humorada do Rio... e nada, absolutamente nada do que o paulista noivo faça ou fale faz esse estado passar.

É se desculpar, tentar explicar o que aconteceu de errado e esperar.

Mas, na boa, é bastante simples não pisar na bola.
O problema são os detalhes... ah esses detalhes...

De tanto errar por conta dos detalhes, hoje o paulistinha é muito mais ligado nas pequenas coisas.
Claro que não chega aos pés da menina noiva do Rio... mas já sabe o suficiente pra deixá-la mais feliz.

E olha, palavra de escoteiro, depois que ele passou a se ligar nas pequenas coisas tudo passou a ter um sabor diferente... um sabor melhor.

O casamento entre a menina do Rio e o paulistinha metido a besta já é uma realidade.
E ambos estão, claro, felizes pra caralho.


Fim.
(só dessa história!)

2 comentários:

Anônimo disse...

ahahahahah

_Sem comentários_

Anônimo disse...

Adorei o "pra caralho" do final! Mais sincero impossível!